Diário de Heráclito,
Em meio a guerras, momentos de sono são qualquer coisa, menos tranquilos. Depois de várias semanas em combate, o cray de Santa Croce pode dormir um pouco, mas não se pode se dar ao luxo de descansar.
Ataques e defesas. Avanços e retrocessos. É de inconstância que o dia a dia de nossa Capela tem vivido. E hoje não foi diferente.
Ao voltar de uma batalha importantíssima para a manutenção de Santa Croce, e acreditando na vitória – se é que ter apenas paredes de pé pode ser chamado por esse nome –, nos deparamos com uma invasão que excretava substância purulenta e estava prestes a tomar definitivamente o controle de nosso domínio. Exaustos e feridos, não pudemos nos eximir de mais um confronto e, com um esforço conjunto de esferas, conseguimos retirá-la e expulsá-la para os reinos de Hades.
Por melhor que tenha sido a defesa, os danos foram grandes e a estrutura da capela ficou gravemente abalada. O teto fora praticamente destruído e alguns pilares sustentadores encontravam-se no limite da firmeza. Aliado a isso, era visível o desânimo em nossos rostos. Afinal de contas, como reconstruiríamos a capela de modo que ninguém desconfiasse de poderes mágicos ou sobrenaturais?