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6 de outubro de 2012

Svetlana Olen ¥ Cap. 55 – A vinda



Janeiro de 1417.

Duas semanas após ter voltado. Florença está um caos e cheias de intrigas políticas e busca pelos poderes.

A missão está cada vez mais perto, mas também muito longe!

Estava jantando quando ouvi Srª Ausra chamando. Olhei para Heráclito e me levantei. Fui ao quarto saber o que estava acontecendo...

18 de setembro de 2012

Svetlana Olen ¥ Cap. 54 – Novos tempos



Janeiro de 1417.

13 anos se passaram, 7 anos que estive longe e muita coisa se passou.
Era de fato importantíssimo o meu retorno, pois pudemos hierarquizar nossas prioridades e fortalecê-lo. 

Estávamos todos sentindo o clima ficar mais tenso no ar. Nossas preocupações nos deixavam transparecer pelas desavenças que tínhamos durante nossas reuniões. Parecíamos mais grupos de hienas lutando uma contra as outras para saber quem era aquele que mais saberia a resposta pras nossas perguntas.


Svetlana Olen ¥ Cap. 53 – Uma Lágrima



Pouco depois de Vale completar teus 21 anos, tive que retornar a Florença. Meu pai ia e vinha e me trazia noticias de Heráclito, meu marido que me mandava uma carta dizendo o quanto sentia saudades insuportáveis de mim, que se mataria se não me visse logo depois destes longos anos separados. Sua letra era tão bonita quanto a sua cara sem dentes e cabelo.


Svetlana Olen ¥ Cap. 52 – Um avô e sua neta.



Meu pai, Luigi Olen, agora com uma aparência na qual os anos já haviam corroídos, tinha dificuldade pra ter mais concentração nas suas leituras, mas possui agora um sorriso que nunca havia conhecido. Nem mesmo quando nasci.

Valentina para ele era a neta de sangue que nunca teve. Os dois se davam muito bem e percebia o quanto ela trazia alegria a ele. Eram cúmplices em Kupala. Até mesmo na pesca! 

É claro que percebia que por várias vezes, ela mesmo fazia com que os peixes, caíssem no anzol de meu pai.


Svetlana Olen ¥ Cap. 51 – Segredo guardado a 7 chaves.



Valentina acreditava estar pronta, mas todos nós sabíamos de todo o caos que viria a Florença. Tive que explicar novamente a necessidade de ela estar em Eska, continuar aprimorando seus dons e ajudar a proteger o nosso Cray. Logo ela percebeu que as águas do mar estavam mais escuras e as tempestades mais fortes em Kupala. 


Svetlana Olen ¥ Cap. 50 – Novas primaveras e o florescer de uma Verbena



Graças a Srª. Ausra, era possível ouvir a voz de Vale se desenvolvendo, apesar de toda a distância que existia entre a gente.

Ela se desenvolvia mais rápido do que o comum, e era capaz de fazer muito mais coisas do que eu mesma fui na sua idade.

Toda lua cheia era motivo para me reportar a minha mentora e falar com aquela menina que tinha um sorriso doce e um olhar nebuloso, e que me esperava sentada em um banco perto da árvore que perdia suas folhas.


14 de setembro de 2012

Lar doce lar!

                Ao se casarem, Aurora e Arturo foram presenteados com casarão do velho Sr. Geovanni, que aos poucos, foi ganhando a cara do jovem casal e se tornando o Palazzio da família Medici Riccardi - para a alegria do pai de Aurora que achava que a filha nunca se casaria. Aurora sempre foi muito independente e pode-se dizer que não era dotada de muita beleza, embora pareça que o tempo foi generoso com ela e apesar dos anos que se passaram a menina pouco parecia ter envelhido, e parecia até ter ficado mais...atraente.

6 de setembro de 2012

Svetlana Olen ¥ Cap. 49 – Valentina


Era tempo de paz, pelo menos uma trégua. 

Valentina me fez sentir mãe pela primeira vez. Já acostumada com minha presença, começou a falar e fazer conotações de carinho. 

Heráclito a via como uma possibilidade de se livrar das indiretas que meu pai lhe dava em relação a não ter netos. Disse a ele que em uma das viagens de Heráclito, uma das mães lhe deu a menina por não poder sustentá-la. Meu pai, com o vazio no seu peito e na casa, não perguntou mais nada e acreditou naquela estória sem desconfiar de nada.

Svetlana Olen ¥ Cap. 48 – Tomates e a Inquisição


Como explicar tal aparecimento desta menina em casa, enquanto a inquisição percorre nossas ruas. Necessitaria de muita magia para permitir a sua permanência em minha casa.


5 de setembro de 2012

Svetlana Olen ¥ Cap. 45 – Vida


Sempre fui uma mulher magra e de aparência frágil. Meu pai até hoje se pergunta como foi que sobrevivi no dia em que duas das três mulheres de sua vida morreram.
Mas eu sei. Lembro-me. Estava lá. Sr. Ausra fez questão de me relembrar no dia de meu despertar, e sei bem que estou envolvida por energias que me cercam, que possuo tal controle de drenarem em minha direção com tal facilidade que na maioria das vezes isto é bem involuntário. Hoje, convivo melhor com isso. Mas nem sempre foi assim...

13 de julho de 2012

Destilação

- Aurora, já não está tarde para brincar com esses seus cadinhos? - Diz Arturo, entrando em uma das portas do guarda-roupas em seu quarto, no Palácio Médici-Ricardi.

- Arturo, venha provar!

- O que é isso, Aurora?

Arturo desce os quatro degraus que levam para dentro da sala de experimentos de Aurora, observa usa esposa demasiadamente sorridente, com as bochechas rosadas, e estranha seu estado de espírito atipicamente elevado. 

12 de abril de 2012

Svetlana Olen ¥ Cap. 44 – Tempo

   
Muito embora não possamos ainda demarcar o tempo ao não ser pela luz do sol ou por calendários criados pela ordem da razão, sempre consegui compreendê-lo bem.
Entendia exatamente o momento que poderia sem medido por instinto. 

Sabia a hora que meu pai voltava correndo para casa e o momento que eu deveria previamente retornar para não ser pega mais uma vez tentando ir pra floresta sem seu consentimento.


Svetlana Olen ¥ Cap. 43 – Força

  
Em Kupala Alka era tudo ao extremo. A cidade no inverno congelada, parava e se eternizava com toda aquela neve acima dela.


Svetlana Olen ¥ Cap. 42 – Primórdio

Foi na companhia de Aurora que mais me encontrei quando entrei no Cray. Minha casa não tinha mais valor e meu pai estava quase temendo que me tornasse freira. Tivemos várias discussões. Ele chegou um dia até cogitar uma paixão platônica por algum frei o Cray.

“Veja só...” pensei.

28 de março de 2012

Svetlana Olen ¥ Cap. 41 – Mente

Evolução da esfera: mente.
  
 
Meu pai chegou depois de semanas de viagens a trabalho e ao me olhar, pareceu triste e espantado ao me ver.

“Papai, precisa de ajuda?”

- “Não minha filha. Obrigado!”

“Não parece estar tranquilo? O que aconteceu?”

- “Nada Svetlana. Deixe o seu velho pai com seus pensamentos”. 


27 de março de 2012

Svetlana Olen ¥ Cap. 40 – Fogo

Meditação Svetlana: treino controle do fogo.
  

Fogo. 

Foi observando Arturo que este elemento me chamou atenção. Diria até ter me chamado para conhecê-lo.

Em momentos de raiva, fico mais avermelhada do que deveria-se.

Meu pai por vezes diz que estou com febre ao me aproximar dele. Fui em vários médicos e fingi tomar vários de seus medicamentos.

Uma noite, olhando para minha mão, deitada em minha cama, senti uma coceira que foi crescendo até se tornar uma ardência. Tentava colocar água, mas de nada bastava. Ela evaporava na mesma hora. Ao fixar um ponto em minha mão, percebi que havia uma bolinha muito pequena que se transformou em faísca e que fugiu da palma da minha mão. Aos poucos percebi que poderia fazer desenhos no escuro... desenhos que alegram minhas noites sem sono. 


Svetlana Olen ¥ Cap. 39 – Terra

Meditação Svetlana: treino de tentativa de controle da terra.

Terra, símbolo de Gaia, de vida.


24 de março de 2012

Svetlana Olen ¥ Cap. 38 – Ar

Meditação Svetlana: treino controle do ar.

Ar.

Elemento que abriga centenas de vidas dentro dela.


Do oxigênio ao veneno.
Transporta do pólen, instrumento de vida,
ao vírus, portador da morte.
Quando brisa, suave,
quando furacão, avassalador.
Runas reaparecem em meu corpo, e todas vão se concentrando no centro de meu corpo.

Através de meus olhos consigo ver o que todos conseguem somente sentir.
Com movimentos dos olhos, crio ventos e folhas vão me refrescando e os perfumes das flores, me embriagado...

    

    

Svetlana Olen ¥ Cap. 37 – Água

Meditação Svetlana: treino controle da água.

Água. 



Svetlana Olen ¥ Cap. 36 – Sonho


“Ande, acorde e ouça-me Svetlana!”

- “Sra Ausra?”

“Quem mais haveria de ser?”

- “Mas a sua voz está tão... ah, quanto tempo! A senhora não sabe o que anda acontecendo por aqui e com as coisas que descobri...”