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19 de setembro de 2012

Verbena ¥ Magia – Marionete sucumbida



ESFERAS: Entropia 3; Vida 4


14 de julho de 2012

Sessão de jogo do dia 30.06.2012

Diário de Heráclito,

Em meio a guerras, momentos de sono são qualquer coisa, menos tranquilos. Depois de várias semanas em combate, o cray de Santa Croce pode dormir um pouco, mas não se pode se dar ao luxo de descansar.
Ataques e defesas. Avanços e retrocessos. É de inconstância que o dia a dia de nossa Capela tem vivido. E hoje não foi diferente.
Ao voltar de uma batalha importantíssima para a manutenção de Santa Croce, e acreditando na vitória – se é que ter apenas paredes de pé pode ser chamado por esse nome –, nos deparamos com uma invasão que excretava substância purulenta e estava prestes a tomar definitivamente o controle de nosso domínio. Exaustos e feridos, não pudemos nos eximir de mais um confronto e, com um esforço conjunto de esferas, conseguimos retirá-la e expulsá-la para os reinos de Hades.
Por melhor que tenha sido a defesa, os danos foram grandes e a estrutura da capela ficou gravemente abalada. O teto fora praticamente destruído e alguns pilares sustentadores encontravam-se no limite da firmeza. Aliado a isso, era visível o desânimo em nossos rostos. Afinal de contas, como reconstruiríamos a capela de modo que ninguém desconfiasse de poderes mágicos ou sobrenaturais?

23 de março de 2012

Uma angústia...

Frio. Extremamente frio.

Carta de Heráclito a Temístocles

   


4 de março de 2012

A reprodução destruidora da arte

 
Vejo seres vivendo sem saber por que.
Caminham e respiram a energia vital sem perceber o poder transcendental que possuem.
E mesmo assim se apegam à vida... Tolos.

A cada dia que passa, mais a identidade personificada dos indivíduos é destruída e, em seu lugar, surgem pensamentos massificados de aceitação sem questionamento.

Breve poema sobre a morte

A morte em vida traz dor.
Na profundidade do ser, vejo minha essência apodrecer; meu demônio é a arte.

Choro pelos sacrifícios feitos por aqueles que amei.
Por muito tempo dediquei e confiei em pessoas. Tive sonhos e sorri para as pequenas alegrias da vida. Mas a morte é poderosa, e me dominou por completo.

As relíquias de Heféstion

 
Heféstion foi um amigo de infância de Alexandre, O Grande. Nomeado comandande adjunto da Companhia de Cavaleiros, pode ser considerado um dos três grande marechais do exército macedônico.
Esteve junto de Alexandre em toda a campanha asiática e, segundo diversos historiadores, incluindo Arriano de Nicomédia, era o homem mais amado pelo famoso conquistador.

Carta de Heráclito ao Cray Labirinto do Touro em Creta

   
Caríssimos,

A situação em Florença é grave. Atacamos e somos atacados constantemente por múltiplos inimigos, mas conseguimos resistir até agora.
A Ordem da Razão, nosso principal adversário, está mais forte do que nunca e mantém seus planos direcionados para a destruição do paradigma feiticeiro e, posteriormente, a adoção de um ideal científico que domine e reproduza a magia em massa.

Magia Chakravanti: Bomba Espiritual (Primórdio 3 ou Matéria 2 + Espírito 5)

No mundo dos espíritos o mago consegue construir esferas de poder espiritual com potencial de explosão danosa e de efeito de área.

Magia Chakravanti: Fetiche Humano (Espírito 4)

 
Com o domínio da esfera espiritual, o mago aprendeu a atrair e canalizar espíritos em si mesmo. Ao se concentrar, ele consegue receber 1 espírito animal ou vegetal - morto - a cada 2 turnos e pode utilizar sua capacidade latente.  Por exemplo, se atrair o espírito de uma formiga, pode receber bônus de força, o espírito de um ator de teatro, receberá bônus de carisma. Dessa maneira, ele se transforma em um fetiche humano.

Magia Chakravanti: Sangue de Prata (Conexão 3, Vida 4 e Matéria 2)

 
A vida de um mago chakravanti que busca os segredos da entropia se aproxima cada vez mais da morte. Sendo assim, um inimigo se torna fiel: os garou.
Para defender-se de tais criaturas, o mago aprendeu a infiltrar prata na sua corrente sanguínea. Porém, para se manter vivo, ele precisa se curar por todo o tempo em que a substância permanece circulando em seu corpo.

Magia Chakravanti: Transferência pútrida (Entropia 4 e Conexão 3)

O mago chakravanti aprendeu a manipular a destruição em si mesmo. Em meio a dor da aceleração da roda da fortuna, a própria estrutura material pode apodrecer conforme sua vontade. Por trás disso, existe uma efervescência de células a partir do fogo de Hades e é justamente nisso que reside o segredo do poder. Associado à Conexão, o mago da morte transforma sua carne em uma substância que inicia o processo de apodrecimento de outras pessoas ou coisas.

28 de novembro de 2011

Cap. 8 - A chegada do madzimbábue



4 de novembro de 2011

Capítulo 7 - A Boa Morte: parte II

   
Acordei com o rosto colado no chão arenoso. Reconheci o barulho de pessoas. Muitas pessoas. Elas estavam conversando. Ou melhor, negociando, comprando e vendendo. Sim, estava em uma feira bem parecida com aquelas as quais me acostumei a freqüentar quando ainda roubava livros.

3 de novembro de 2011

Capítulo 6 - A Boa Morte: parte I

O ritual começou. Deitado, eu estava dentro de um círculo de fogo e vozes desconhecidas falavam em línguas estranhas. Eu era o personagem principal daquele evento e nem mesmo sabia quem havia me convidado.
Um a um eles entraram no círculo sem sofrer incômodo pelas chamas. Dirigiam-se diretamente a mim e, com vasos cheios de líquidos estranhos - que exalavam o odor do anil -, untavam meu plexo solar. Por fim, quando três deles já haviam realizado sua parte no ritual, o último adentra o círculo, cercado por três pessoas – ou seriam zumbis? – carregando um braseiro, um punhal e uma pequena caixa.


27 de outubro de 2011

1º Interlúdio - As origens de Heráclito






Heráclito nasceu na maior ilha das treze periféricas existentes na Grécia em 1881. Situada ao sul do mar Egeu, Creta guarda o mito de ter sido o antigo lar do mítico minotauro¹.

Cap. 5 - Aceitar a morte



Se o brilho de uma centena de sóis
   Fosse queimar de uma só vez no céu
   Seria como o esplendor do Poderoso
   Eu tornar-me-ia Morte
    O estilhaçado dos mundos

- Bhagavad-Gita




24 de outubro de 2011

Diksha - A experiência da morte



Também chamado de despertar tanatóico, o Diksha ocorre quando um Eutanatos se aproxima da morte para conseguir alcançar uma vida nova como mago.

Cap. 4 - As chamas de Hades


Um dia inteiro já havia passado. Ninguém veio ao meu socorro e o som de chacais se aproximando tornava a minha situação cada vez mais crítica. Morrer não me assustava verdadeiramente, mas sim a fúria que receberia de Hades por não conseguir sequer começar a cumprir seus desígnios.

Lembrei-me de algo. A sala de tortura. Sim, estive lá. Onde está Parmênides? A insistente raiva passada tentou se manifestar novamente e senti que estava prestes a me aprisionar em definitivo no círculo da Loucura. Entretanto, algo novo surgiu. Algo que, a princípio, não fazia sentido. Lembrei como havia chegado naquela savana.


(Senti o primeiro impacto do abutre. Seu bico tentou tirar um pedaço de pele da minha cabeça ao mesmo tempo em que quis descobrir se ainda estava vivo. Gritei para que fosse embora. Ele foi. Por enquanto.)

23 de outubro de 2011

Capítulo 3 - Os chacais da savana


Acordei. Fiz a pergunta que frequentemente as pessoas se fazem quando acordam sem saber onde estão. Sem saber a resposta, passei a buscar alguma visão que me recordasse. Nada.