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2 de dezembro de 2011

Cap. 33 – Estereotípos_outubro 1404

¥ Svetlana Olen ¥ 
   

Com a convivência no Cray Santa Croce e a minha nova cabala, fui observando cada personagem com muita calma. Várias análises de suas personalidades foram adentrando a minha cabeça e concebendo cada um de forma diferente.

Aurora: Uma pessoa na qual confio plenamente e na qual posso dizer que amo. Aparenta ser muito inteligente e conduz com sabedoria e coração suas decisões. Vem de família meio duvidosa, mas mesmo assim possui sangue real e nobre. Tem uma beleza interna grandiosa, mas ao mesmo tempo, por vezes sua personalidade fica meio abafada por seu esposo, que me deixa tonta de tanto o que fala. Por isso mesmo, a considero muito paciente e caridosa!

10 de novembro de 2011

Geoposicionamento por Magia (GPM)

Magia Cray Santa Croce I
      
(Conexão ••••; Matéria ••; Primórdio ••; opcional Entropia •• ou
Forças •• ou Vida •• ou Mente •• ou Espírito •• ou Tempo ••)
         
     
Algebra, manuscrito de al-Khwārizmī
Desde os seus primórdios, o mundo islâmico estimulou o desenvolvimento da ciência. O próprio Corão a tem no mais alto conceito, principalmente a medicina, considerada uma arte próxima do próprio Allah (swt).
   
Por volta do ano 1.004, o califa al-Mamun inaugurou a Casa da Sabedoria (Bayt al-Hikmah) em Bagdá, que reunia renomados pesquisadores da época, levando a um grande avanço científico nas mais diversas áreas do conhecimento humano. 
   
Um de seus mais proeminentes membros foi Abū 'Abdallāh Muhammad ibn Mūsā al-Khwārizmī (transliteração "Algoritmi" ou "Algaurizin"). Proeminente scholar, considerado o inventor da álgebra. Um dos seus estudos mais importantes foi o Kitāb ṣūrat al-Arḍ ("Livro da aparência da Terra"). Neste trabalho revisou os conceitos da geografia ptolomaica, corrigindo várias imprecisões deste modelo. Trabalho finalizado em 833, consistia em mais de 2.000 coordenadas de cidades e outras localizações.

2 de novembro de 2011

Magia Batini: Justiça de Allah (swt)

(Mente •••; Vida ••• ; Conexão •••)
         
     
Enviamos os Nossos mensageiros com as evidências: e enviamos, com eles, o Livro e a balança, para que os humanos observem a justiça; e criamos o ferro, que encerra grande poder (para a guerra), além de outros benefícios para os humanos, para que Deus Se certifique de quem O secunda intimamente, a Ele e aos Seus mensageiros; Sabei que Deus é Poderoso, Fortíssimo.

                  Alcorão 57:25.

5 de fevereiro de 2011

Cap. 10 - Miragem


(...) e não cometeis suicídio, porque Deus é Misericordioso para convosco.

(Corão 4:29)

Um homem, mesmo na mais escura das prisões, é livre se estiver com Allah (swt [1]) que em sua infinita generosidade suporta seus servos, mas...

2 de fevereiro de 2011

Cap. 09 - Bom dia


Deus foi Quem fez a terra como berço, o céu como teto, modelou e aperfeiçoou as vossas configurações, e vos agraciou com todo o bem. Tal é Deus, vosso Senhor. Bendito seja Deus, Senhor do Universo! 
(Corão 40:67)

6 de janeiro de 2011

Cap. 07 - Noite na Kaaba (Parte III)

   
Uma mandala prateada semelhante ao medalhão de Hasan apareceu como que esculpida em alto relevo em uma das paredes da Kaaba, no lado oposto onde estavam Abdul e os magos. Esta figura geométrica começou a girar, girar, girar em um movimento acelerado até que só era possível ver um círculo que emitia uma luz branca, de forte intensidade, que se transformou num círculo escuro, semelhante a entrada de uma caverna e então ouviu-se passos. Por aquele “túnel”, apareceu um homem bem envelhecido, baixa estatura, obeso, barba completamente branca mas muito bem feita, com um tarbush [1] vermelho e turbante.  Ele adentrou o recinto, parou bem diante do portal, olhou muito seriamente para os presentes, fitou Abdul como um antiquário a avaliar um valioso jarro de porcelana chinesa, fez um movimento afirmativo com a cabeça, sorriu e exclamou: “Assalam-u-Alaikum nobres amigos”.

15 de dezembro de 2010

Cap. 06 - Noite na Kaaba (Parte II)

                                    
Uma voz me disse à noite, em segredo:
                                 
Não existe tal voz que sussurra em segredo na noite!
         
                                     Haidar Ansari
  
Enfim Mecca...
            As cores, os aromas, as pessoas, tudo resplandecia a grandeza de Allah (swt).


-Abdul, temos que nos apressar, estamos sendo esperados na pousada Oasis, não podemos ir a Kaaba assim sujos e sem uma vestimenta adequada... Os camelos rirão de nós.  –  Sorriu-se.
-Claro tio Hasan, não pretendemos ser motivo de riso para os camelos.
Chegando à pousada, um atendente bem humorado os acompanha aos correspondentes aposentos e após um banho, Hasan presenteiou Abdul com uma túnica e um taqiyah [1] impecavelmente brancos.
-Obrigado tio.
-Vamos Abdul, temos menos de uma hora para estarmos na Al Masjid Al-Haram [2].
-Por que estás tão apressado tio?
Hasan sorriu enigmaticamente e respondeu apenas com “temos que estar na Kaaba ao pôr-do-sol”.
-Por que tio Hasan?

13 de dezembro de 2010

Kaaba

     
A Kaaba (também conhecido como Ka'bah ou Kabah) é uma construção que é reverenciada pelos muçulmanos, na mesquita sagrada de Al Masjid Al-Haram em Mecca. É considerado pelos devotos do islã como o lugar mais sagrado do mundo, o centro das peregrinações (hajj), o local para onde o devoto muçulmano volta-se para as suas preces diárias (salat).

12 de dezembro de 2010

Cap. 05 - Noite na Kaaba (Parte I)


Mecca…

Como havia sonhado com este momento.  Apesar de distante como uma miragem, já sentia a energia da quintessência que emanava da Kaaba [1].  Por Allah (swt [2]), o poder desta cidade sagrada é impressionante, quase inebriante.  A paz e a esperança que sentia era um sentimento único, inexplicável, como se Allah (swt) fizesse morada em meu coração...
    

        -Podemos ir agora tio Hasan?  –  Precipitou-se Abdul.

9 de novembro de 2010

1o. Interlúdio: A Noite Escura de Florença



           
Florença, 31 de outubro de 1404.

   
A luta contra a Ordem da Razão foi particularmente dura.  Tínhamos alcançado nosso objetivo, mas estranhamente não sentia aquele saboroso “aroma do sucesso”, apenas amargava o descontentamento de uma vitória, sem vitoriosos.  Mesmo se bem intencionados, nós profanamos aquela procissão, desrespeitando a fé honesta, mesmo se ingênua, dos mais humildes cidadãos de Florença.  Ignorei por completo a “Doutrina da Unidade”.  O desfecho não poderia ser sido pior...  Allah (swt) [1] se desagradou deste seu servo que não soube usar o poder que lhe foi confiado.  Traí a confiança de meus companheiros de cabala, desonrei os Batini com um verdadeiro “festival” de magias vãs.  –  Um elefante voador teria sido mais “sutil”.  Resultado alcançado: uma grande explosão que destruiu várias casas, pessoas mortas, outras seriamente feridas e muitas apavoradas com o horror provocado pelo uso irresponsável da magia.  Ao tentar combater “A maldição de Dante”, apenas a realizamos, “O inferno reina em Florença” e que Allah (swt), al Rahim [2] se compadeça e livre nossa cidade do mal.

30 de setembro de 2010

Prelúdio de Abdul Haseeb Muhammad Abn Abdulaziz: Cap. 04 - Noite no Deserto

     
“Despedida” sempre é um momento difícil. No meu íntimo, sabia que estava partindo para sempre. Mais do que renunciar à família e aos amigos, era a ruptura com o meio de vida que havia aprendido com meu povo: viver um dia de cada vez procurando água, pastagens, sempre confiante na generosidade de Allah (swt) [1] que provem o pão de cada dia. A maior felicidade que experimentara era encontrar um oásis. Esse era o meu mundo até então, muito simples, mas eu amava aquela vida que agora ficava para trás. 

21 de setembro de 2010

Calendário Islâmico


28 de janeiro de 2010

São Francisco, modelo de diálogo com muçulmanos, afirma Bento XVI

Em sua catequese sobre o santo de Assis

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI dedicou a audiência geral de hoje, prosseguindo com o ciclo de catequeses sobre a história da Igreja, à figura de São Francisco de Assis, “autêntico ‘gigante’ da santidade, que continua fascinando muitíssimas pessoas de todas as idades e religiões”.
Além de propô-lo como modelo de autêntico reformador eclesial, de adesão pessoal a Cristo, de amor à criação e de radicalidade no seguimento do Evangelho, o Papa quis também mostrar São Francisco de Assis como modelo de diálogo com crentes de outras religiões, particularmente com o Islã.
Percorrendo, um a um, os episódios mais significativos da vida do santo italiano, o Papa recordou que a Ordem se desenvolveu em muitos lugares da Europa “e inclusive em Marrocos”.
Em 1219, “Francisco obteve autorização para dirigir-se ao Egito e falar com o sultão muçulmano Melek-el-Kâmel, para pregar também lá o Evangelho de Jesus”.
“Eu gostaria de sublinhar este episódio da vida de São Francisco, que tem uma grande atualidade”, afirmou Bento XVI.
“Em uma época em que estava em curso um enfrentamento entre o cristianismo e o islã, Francisco, armado voluntariamente só com sua fé e sua mansidão pessoais, percorreu com eficácia o caminho do diálogo”, explicou.
O Papa recordou que o sultão ofereceu a São Francisco “um acolhimento benevolente e uma cordial recepção”.
“Este é um modelo que deve inspirar, ainda hoje, as relações entre cristãos e muçulmanos, para promover um diálogo na verdade, no respeito e na compreensão mútuos”, afirmou.
Depois, explicou, “Francisco esteve na Terra Santa em 1220, lançando assim uma semente, que deu muitos frutos: seus filhos espirituais, de fato, fizeram dos Lugares Santos onde Jesus viveu um âmbito privilegiado de sua missão”.
Neste sentido, quis recordar “com gratidão” os “grandes méritos da Custódia Franciscana da Terra Santa”, que cuida dos Santos Lugares desde o século XIII.
Fonte:  http://www.zenit.org/article-23931?l=portuguese

29 de setembro de 2009

DESCRIÇÃO DO AMOR

O amante se prova verdadeiro pela dor em seu coração;
Não há mal como o mal do coração.
A dor do amante é diferente de todas as dores;
O amor é o astrolábio dos mistérios de Deus.
Pode o amante suspirar por este ou aquele amor,
Mas no fim é atraído ao Rei do amor.
Por mais que se descreva ou se explique o amor,
Quando nos apaixonamos envergonhamo-nos de nossas palavras.
A explicação pela língua esclarece a maioria das coisas,
Mas o amor não explicado é mais claro.
Quando a pena se apressou em escrever,
Ao chegar no tema do amor, partiu-se em duas.
Quando o discurso tocou na questão do amor,
A pena partiu-se e o papel rasgou-se.
Ao explicá-lo, a razão logo empaca, como um asno no atoleiro;
Nada senão o próprio Amor pode explicar o amor e os amantes!

Perfil Ahl-i-Batin (Batini)

O vento fala. Às vezes como o sussurro de um amante, outras como o grito de um sirocco. Como o vento, os Ahl-i-Batin parecem não ter forma, sendo invisíveis e elementais. Como o vento, eles falam através de muitas vozes.

Mestres da Conexão, esses místikos atravessam grandes distâncias com facilidade. Durante as Cruzadas, assassinos Batini derrubaram reis; agora seus diplomatas alisam as penas eriçadas enquanto seus guerreiros fazem tréguas mais duradouras. Quando surge a necessidade, esses magi aparecem, realizam seu dever e somem.

Os laços dos Batini com o Conselho são mais profundos: muito tempo atrás, convites misteriosos convocaram dezenas de magi. Na casa de um mercador árabe, os convidados estabeleceram os planos para a Teia da Fé. Eles acabaram por perceber que seu anfitrião era um feiticeiro inferior agindo em nome de uma sociedade maior: os Ocultos, cujo nome — Ahl-i-Batin — significa "sutil" e "interior".