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4 de março de 2012

A reprodução destruidora da arte

 
Vejo seres vivendo sem saber por que.
Caminham e respiram a energia vital sem perceber o poder transcendental que possuem.
E mesmo assim se apegam à vida... Tolos.

A cada dia que passa, mais a identidade personificada dos indivíduos é destruída e, em seu lugar, surgem pensamentos massificados de aceitação sem questionamento.

Breve poema sobre a morte

A morte em vida traz dor.
Na profundidade do ser, vejo minha essência apodrecer; meu demônio é a arte.

Choro pelos sacrifícios feitos por aqueles que amei.
Por muito tempo dediquei e confiei em pessoas. Tive sonhos e sorri para as pequenas alegrias da vida. Mas a morte é poderosa, e me dominou por completo.

8 de maio de 2010

"Dante e seu Poema", Michelangelo, 1460.

"Por mim se vai das dores à morada,
Por mim se vai ao padecer eterno,
Por mim se vai à gente condenada.
Moveu Justiça o Autor meu] [sempiterno,
Formado fui por divinal possança,
Sabedoria suma e amor supremo.
No existir, ser nenhum a mim se] [avança,
Não sendo eterno, e eu eternal] [perduro:
Deixai, ó vós que entrais, toda a] [esperança!”