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5 de setembro de 2012

Svetlana Olen ¥ Cap. 46 – Esteriótipos – Julho 1417


13 anos com a Cabala. Um número muito influente não acha? A verdade é que nada acontece por acaso. E que muitas de nossos atos, convívios e pensamentos já se repetiram, mudaram ou acabaram.
A convivência está cada vez mais próximas, o que nos leva a observar a mudança de cada um durante essa areia dentro da ampulheta.
É fato que nunca pensei em me casar com Heráclito, que um dia poderia compartilhar algumas ideias iguais a de Abdul, mas nada muda o fato de lutarmos juntos em direção a um objetivo: Profeta Sh´zar.

O tempo nos traz a o gosto da vida e todas as mudanças possíveis que nela há.

13 de julho de 2012

Destilação

- Aurora, já não está tarde para brincar com esses seus cadinhos? - Diz Arturo, entrando em uma das portas do guarda-roupas em seu quarto, no Palácio Médici-Ricardi.

- Arturo, venha provar!

- O que é isso, Aurora?

Arturo desce os quatro degraus que levam para dentro da sala de experimentos de Aurora, observa usa esposa demasiadamente sorridente, com as bochechas rosadas, e estranha seu estado de espírito atipicamente elevado. 

15 de dezembro de 2011

Um encontro com Gaia

- Aiiiiiiiiiii!!!! Dói demais!!!!!!

Doía mais que parir meus 3 filhos! Sentia meu corpo se expandir e se contraír ao mesmo tempo. Abri meus olhos e lembrei-me de já ter estado naquele lugar. Ar, água, fogo e terra. Eu e meus companheiros do cray. Todos, um, sob os olhos de Gaia.

2 de dezembro de 2011

Cap. 33 – Estereotípos_outubro 1404

¥ Svetlana Olen ¥ 
   

Com a convivência no Cray Santa Croce e a minha nova cabala, fui observando cada personagem com muita calma. Várias análises de suas personalidades foram adentrando a minha cabeça e concebendo cada um de forma diferente.

Aurora: Uma pessoa na qual confio plenamente e na qual posso dizer que amo. Aparenta ser muito inteligente e conduz com sabedoria e coração suas decisões. Vem de família meio duvidosa, mas mesmo assim possui sangue real e nobre. Tem uma beleza interna grandiosa, mas ao mesmo tempo, por vezes sua personalidade fica meio abafada por seu esposo, que me deixa tonta de tanto o que fala. Por isso mesmo, a considero muito paciente e caridosa!

1 de novembro de 2011

Votação e novas alianças

Finalmente chegou o dia da votação que definiria quem construiria as estátuas dos 9 heróis em frente o palácio Vecchio. Se não bastasse minha ansiedade por conta do resultado, fui acordada por Heráclito que me chamava urgentemente ao cray... quase levaram o escudo de meu laboratório. Cheguei a tempo de ver o eutanatos sendo tragado para o mundo espiritual, que retornou em pouco tempo com o escudo são e salvo. Para garantir a segurança do objeto, eu e a verbena decidimos, então, esconder o escudo em um lugar menos obvio do que o cray.

Saímos à galope para chegar a tempo na votação. Entramos na sala e observamos as caixas que dificultavam nossa ação no lugar. Observamos que Madre Silvia estava com uma expressão abatida, nos aproximamos, e ela nos disse que sofrera um ataque da ordem da razão logo pela manhã, além de ter tido que livrar a mente dos seus aliados da magia dos inimigos. Contamos a ela nossos planos, que eu e Svetlana estávamos ali para, de alguma forma, manipular e se preciso fosse, acabar com a votação. A madre se colocou à disposição para nos ajudar.

25 de outubro de 2011

Lições de Alquimia - parte II

   
Aurora observa atentamente os movimentos de Cosme enquanto sua voz irritantemente penetrante lhe perturba a mente. Aurora, há muito já não é mais uma garotinha mimada como no dia em que fugiu da casa de seu pai. Os anos e principalmente as aventuras que o destino lhe proporcionou fizeram dela uma mulher longe dos padrões florentinos do quattrocento. O vestido bordado com tecidos que deixaria qualquer mulher invejada, a fazia parecer uma verdadeira dama, uma senhora distinta, de família nobre, que firmou fortes alianças políticas e sociais ao realizar um bom casamento, esposa dedicada e mãe amorosa. Porém, debaixo daquela carapaça, se encontrava uma experiente e já não mais aprendiz solificati, a bruxa de florença, a curandeira poderosa, a mulher independente capaz de transformar a realidade num simples piscar de olhos. “ Por que não?”, pensou Aurora.

24 de março de 2011

Lições de alquimia – Parte I

Setembro de 1404 (referente a sessão Julho-Outubro de 1404).



Sempre que saio à rua para ir a feira ou simplesmente para dar um passeio, é certo me deparar com antigos amigos que trazem na ponta da língua a mesma e velha pergunta: “Aurora, é verdade que você se transformou numa bruxa, como disse seu primo Cosme?”

29 de outubro de 2009

Prelúdio Aurora

Meu nome é Aurora Medici. Nasci em 13 de agosto de 1383. Era uma sexta feira, e o vento frio do final do inverno invadia as janelas do quarto onde mamãe sofria as dores do parto. Fui uma criança feliz, sadia e aparentemente normal. Não conhecia a tristeza, nem a solidão, até o dia em que minha mãe padeceu, tragada pela peste. Eu tinha aproximadamente 10 anos de idade e a falta de uma figura materna fez-me apegar-me a minha ama. Porém, com o tempo, regufiei-me nos estudos e foi assim que descobri minha única paixão: a alquimia! Eu passava a maior parte dos dias debruçada em livros de magia, aprendendo a manipular e a decifrar todos os tipos de elementos. Os mais comuns. Os mais estranhos. Escondia-me em uma pequena sala sob o imenso casarão de meu pai, onde eu também atendia a vizinhança sem que meu pai soubesse. Eu identificava jóias e prescrevia remédios caseiros. Muitos me chamavam de “a curandeira”.
Por muitas vezes papai tentou convencer-me a largar a alquimia. Algumas tentativas com fala amorosa, outras com suborno, e outras ainda com ameaças cheia de rancor e autoridade. Nunca funcionou. Até que numa noite, com medo de uma nova era que se erguia frente aos muros de Firenze, vi meu pai mergulhado em um misto de temor e ira tentando arrancar-me a magia cuja minha existência dediquei. Já não podia separar-me dela. Aquilo que a razão jamais poderia explicar estava entranhada em minhas veias. Éramos uma só.
Sem pensar em outra solução fugi de casa, levando apenas poucas roupas para me proteger do frio, alguns florins que juntei com meu trabalho, e meus livros preferidos, com as magias mais especiais que um dia já soubera executar.
Não tendo a quem recorrer, encontrei abrigo na loja de meu mestre. Ele me acolheu com a condição de que eu fizesse a limpeza do lugar. Prontamente aceitei e quando ele não estava por perto, me ocupava com a magia utilizando seu laboratório. Com o tempo, tornei-me uma ameaça, pois Vacilio percebera que eu ficara mais poderosa, mais sábia e mais ágil em manipular a natureza, deixando-o para trás. Sim, a aluna superara o mestre, embora muito jovem e um pouco insegura.
Certo dia, estando eu atrás do balcão da loja lendo um de meus livros de alquimia, apareceu-me uma velha, morena, baixa, franzina porém firme e que trazia em seu semblante certo ar de mistério! Tinha longos cabelos lisos e escuros como terra molhada, e usava uma roupa pouco comum, coberta por uma túnica marrom-dourada, bordada com as mais belas cores, nunca jamais imitadas. Questionou-me sobre minha vida, minha família, e sem muita paciência agarrou-me pela mão e abrindo a porta da loja, algo mais do que mágico, sobrenatural, acontecera: lá estávamos nós, na gênese do planeta terra, no início da vida, no vazio da toda existência. Gaia fez-me ver a dança da natureza, com toda a sua força e a sua sutileza. E fez-me ver o primórdio, a essência da vida, a essência das coisas, a essência da própria essência!
Assim, todas as tardes Gaia vinha até mim e me ensinava novas e intrigantes magias. Senti que não era mais a mesma, e esse sentimento se confirmou quando numa certa noite, recebi um pacote. Dentro dele havia um diamante, seu brilho era de uma intensidade nunca antes vista. Demorei a entender o que aquela encomenda significava. Não dava mais para voltar atrás. E foi aí que a minha jornada interior e coletiva começou!

29 de setembro de 2009

Solificati

Uma pessoa Desperta usa uma coroa. Como a auréola de um santo, esse diadema brilhante demonstra a ajuda de Deus. Para conquistar essa coroa, um magus precisa olhar através das aparências falsas, dominar a Arte da Transformação e refinar-se do barro ao ouro.

A alquimia, a Arte da Transformação, lida com o apuramento de materiais básicos para um estado superior. Mortais "orgulhosos" tentam transformar chumbo em ouro, mas o alquimista verdadeiro quer transformar a si mesmo. Embora essa missão envolva disciplinas materiais, esses refinamentos são como os primeiros passos no Caminho Real. Os alquimistas Solificati têm seu nome em razão da coroa do domínio. Esses "Coroados" demonstram suas realizações com orgulho — com orgulho demais para algumas pessoas — mas eles têm esses direito. O caminho para suas fileiras é longo e tortuoso, cercado por dragões de cobiça, ignorância e instabilidade material, A chama do gênio pode tornar-se uma tocha (ou uma explosão) muito facilmente.