17 de junho de 2011

Sessão de Jogo 12-junho-2011

   
Trufas Hereges II

Florença, 2 de janeiro de 1.417.

Após combate com criatura, Dom Galvão encontra-se ferido, escondido na copa de uma árvore, sendo surpreendido por Dilawar, que lhe oferece uma cabaça com “água mágica”, presente do magnífico mago Abdul. Ao provar da água, Dom Galvão sente uma dor intensa em seu membro superior direito e entra em transe, se reunindo com seu Santo Protetor, São Jorge, o qual chama sua atenção  para o que considera "o grande erro dos cruzados": enfrentar um inimigo desconhecido. Uma cavalaria bem armada mas lenta, contra maometanos ágeis, sem a pesada armadura. Resultado, inúmeras baixas de ambos os lados. Retornando à realidade seu braço estava apenas escoriado.

Os magos conversaram e resolveram procurar a solificate. Valendo-se de seus poderes sobre o tempo, Dom Galvão vê uma mulher gritando FANTASMA, no momento em que a solificate pulava pela janela, correndo rumo a mata. Dilawar faz uma magia para localizar sua mente e vão ao seu encontro.
A solificate imersa na escuridão da floresta não percebe que estava sendo perseguida por dois aldeões. Tenta criar uma chama para iluminá-la. As labaredas chamam a atenção de seus perseguidores, mas também dos magos que a procuravam. Dom Galvão conversa com os aldeões e os convencem que o “fantasma” que procuram está embrenhado na mata e que não se trata da moça.
Os magos conversam. Dilawar fala que a “tal caverna” mais parece a toca de algum animal. Está vazia, com algumas pedras “arranhadas” como se uma fera afiasse suas garras nela.
Decidem retornar à caverna. Após 30 min de caminhada, avistam sua entrada e, defronte a esta, a aproximadamente 10m, dois homens que a vigiavam. Dilawar pergunta o que fazem ali, eles ficam imóveis e respondem “estão perdendo tempo, matem Matteo” e apontam para a caverna. Dom Galvão tenta conversar com eles, mas apenas repetem monotonamente: “o mestre não nos autorizou conversar com vocês, matem Matteo”.
Ao entrarem na caverna, Dilawar refere ouvir alguém o chamando, decide ficar do lado de fora, vigiando. Ao adentrarem na caverna, se deparam com uma pedra oval, que na verdade se trata de Matteo, uma gárgula poderosa, antigo carcereiro de Typhon, um nosferatus vilipendiado pelos tremere em repugnantes experiências, elaboradas com o intúito de criar um novo tipo de gárgula, párea para magus. Ao saírem da caverna se deparam com Dilawar retornando da floresta. Afirma que encontrou uma moça, Eveline, irmã da mulher grávida morta pela criatura (Typhon), que forneceu importantes informações sobre o inimigo: ela tem a capacidade de absorver magia e utilizá-la por 24-48 horas; é mais frágil do que aparenta; suas garras são potentes contra carne, mas inúteis contra superfícies duras ou metal; se cansa fácil, no fim da noite está exausta e portanto mais vulnerável. E o mais importante, o instruiu como derrotá-la: precisa ser atacada por no mínimo três magos, usando três esferas diferentes e sem contato direto com esta. A criatura precisa ser imobilizada e então não consiguirá usar seus poderes.
Neste momento, Typhon aparece por trás de Dilawar, tomando-o por refém. Segue-se um diálogo tenso e cheio de ameaças. Typhon afirma que se Matteo não for eliminado, na manhã do dia seguinte uma grande desgraça se abaterá sobre Florença e toda a Toscana.
Valendo-se de seus poderes sobre o tempo, Dom Galvão visualizou a criatura retornando ao subsolo da sede da Villa Medicea di Careggi, aparentava estar exausta. Na casa haviam aproximadamente 20 pessoas que estavam se armando e fortificando a casa. Neste momento apareceu Evremondo, o qual afirma ter assistido o interrogatório de Bilbo e estar convencido de sua inocência. Estava patrulhando a região porque o verdadeiro criminoso ainda estava a solta.
Os magos então contam para Evremondo tudo o que se passara nas últimas horas e decidem agir: a Solificate cria uma roupagem de aço para proteger os magus das garras de Typhon. Evremondo e seus companheiros farão uma busca no castelo para distrair os servos da criatura, emquanto os magos seguirão para o subsolo para prender a criatura.
A solificate faz uma nova magia que os torna invisíveis. Os inquisidores batem à porta da mansão, mas ninguém atende. Decidem arrombá-la. Assim que a porta é posta à baixo, quatro pessoas armadas com machados e alfanjes matam dois soldados. Dom Galvão grita para que Evremondo vá buscar reforços, o qual cavalga rumo à cidade. Neste momento, os magus adentram a edificação e se dirigem para o subsolo. Ao adentrarem o esconderijo de Typhon iniciam seu ataque conforme planejado: Dom Galvão faz uma magia para deixar a criatura lenta, Dilawar ataca sua mente e a solificate faz com que uma mão gigante agarre a criatura. Dom Galvão se precipita e prende a criatura em um instrumento de tortura medieval que a imobiliza.
Tendo Typhon por prisioneiro, fazem uma magia para abrir um túnel que os leve até a superfície, enquanto Dilawar lutava contra alguns serviçais de Typhon que adentraram o recinto.
O túnel é finalmente criado e ao saírem da mansão, observam que está cercada por aproximadamente 20 milicianos, alguns já a invadindo, fazendo os serviçais de Typhon, prisioneiros.
Neste momento chega o Inquisidor-mor na carruagem-prisão, onde Typhon é colocado. Dado a periculosidade da criatura, optam por não leva-la à sede da inquisição, localizada próximo ao centro da cidade, preferem deixa-la ali mesmo para queimar com os primeiros raios de sol do alvorecer. Convidam alguns aldeões à examinarem a criatura, de uma distância segura, para que não haja nenhuma dúvida da sua existência e da inocência de Bilbo.
Neste momento, observam um clarão que vem do sul, como uma grande nuvem de fogo que se converte em um tornado que ergue a carruagem-prisão a aproximadamente 10m de altura. Desta nuvem saem três demônios que arrancam o teto da gaiola que aprisionava Typhon e o levam para a nuvem de onde sai uma mulher com asas.
Dilawar se adianta, reconhece como sendo a prisioneira que outrora libertara. Ela diz se chamar Salomé, discípula de Petrônius, o qual atribuíu a autoria deste plano para capturarem a criatura. “O que os Tremeres consideraram seu grande fracasso, foi sua maior criação”, afirmou exultante.
Os magus iniciam sua ofensiva. Dom Galvão faz uma magia para deixa-la mais lenta, a solificate tenta arrastá-la até o chão e Dilawar cria um portal e atira sua espada através deste, confundindo Salomé, que é gravemente ferida, caindo ao solo desfalecida. De dentro daquela nuvem, salta um homem alto vestindo um manto que encobria seu rosto, que aterrissa próximo à Salomé. Dilawar puxa sua outra cimitarra e corre ao seu encontro, sendo seguido de perto por Dom Galvão empunhando seu poderoso martelo de combate. O “homem misterioso” faz um gesto e a espada que feriu Salomé se ergue, gira no ar e em alta velocidade viaja na direção de Dilawar, sendo transfixado por esta.
Neste momento uma grande luz ofusca a visão de todos. Dom Galvão é visitado por seu Santo Protetor que o cumprimenta. A solificate se vê em Asgard, no palácio de Valaskjálf e encontra o próprio Odin, que afirma estar enviando valquírias para buscar o Batini que tombou em combate. Dilawar se encontra com Maryam que o conforta e acalenta. Pergunta se gostaria de retornar à Firenze ou ir para o Jannah (paraíso islâmico). Ele responde “que seja feita a vontade de Allah (swt)”.
Novamente um raio de luz os ofusca, e quando  este se esvai, percebem que estão de volta à Santa Croce, juntamente com Abdul, Arthuro e Aurora. Os magus então percebem a gravidade do ferimento de Dilawar e fazem uma magia conjunta que salva sua vida.
Conversando com os magos principiantes, deduzem que o “homem misterioso” provavelmente se trata do próprio Petrônius, um Nephandi, antigo inimigo dos magos e de Florença. Aparentemente ele retornou mais forte do que nunca e com seguidores. Especulam o porquê de seu interesse pela criatura. Nada concluem.
Como consequência desse episódio, Tommaso Lippi ficou muito desgostoso com a morte de sua sobrinha Apollina e vendeu a Villa Medicea di Careggi para Giovanni de Bicci de Médici (pai de Aurora) em 07-06-1.417. A inquisição se instaurou no Mostero di Santa Marta, as mongas Rebecca e Margherita enlouqueceram, destino compartilhado pela maioria dos serviçais de Typhon. Rebecca se suicidou e Margherita passou o resto da vida em um sanatório. Esse foi um dos fatores que levou à dissolução da ordem Umiliati em 1.571 pelo papa Pio V.
Bilbo foi totalmente inocentado das acusações e por segurança voltou a morar no forte feérico, na Santissima Annunziata di Firenze. A taberna dos feéricos passou a ser gerenciada por outro Boogan (menos atrapalhado).
Dom Galvão recebeu todo o mérito por ter expulsado o demônio e suas hordas infernais que tentavam invadir Florença. Quando o povo soube do restabelecimento de Dilawar, consideraram sua recuperação milagrosa e atribuíram a Dom Galvão este milagre. Uma pequena multidão podia ser vista todos os dias no “local do primeiro milagre de Dom Galvão” e a Basilica di Santa Maria del Carmine passou a ser visitada por romeiros de toda a região, que vinham em busca de graças e da benção de Dom Galvão. O arcebispo de Florença, intrigado com essa história, convidou o tal “monge milagreiro” a concelebrar consigo a missa de domingo na Cattedrale di Santa Maria del Fiore. Dessa forma, poderia vigia-lo de perto e atrair para a diocese ofertas mais generosas.
Os feéricos ficaram muito agradecidos aos magos. A rainha Ar-lohan convidou todo o Cray de Santa Croce para um jantar e homenageou os magos iniciantes por sua coragem e determinação em salvar o pobre Bilbo.
Os magos tiveram seu merecido momento de glória, embora pressentissem que a “Guerra” ainda estava para começar...

2 comentários:

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Oi pessoal,

Fiquem a vontade para modificar ou acrescentar o que quiserem.

Um grande abraço,

Hugo Marcelo

dklautau disse...

Salve doctor.
Muito boa sua narração. Espero que consigamos dar conmtinuidade aos miraculosos feitos de d. Galvão e seu martelo de Salomão!
Esse negócio de monge milagreiro vai dar o que falar!!

Abs.