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1 de novembro de 2010

Irmandade de Akasha


Tudo morre. Apenas a alma vive para sempre, indo de um recipiente para o próximo numa infinita Roda do Darma. Quem pode dizer para onde nos levará a próxima vida? Os Irmãos de Akasha encontram as raízes de suas Artes em tais observações; ao contrário dos cristãos, esses magi exóticos acreditam que cada vida é uma de muitas — e passam essas vidas aperfeiçoando a alma para seu retorno à Roda.

Isso não significa que eles não acreditem no Inferno; nos Fossos da Harmonia, os pecados de uma pessoa são arrancados através de agonias descomunais. Para evitar tormentos como esses, os Irmãos praticam uma Arte igualmente descomunal — criada numa aldeia antiga chamada Meru. Através do domínio do corpo, da mente e da alma, esses magi ascendem de mortais acabados a imortais esplêndidos — herdeiros do Dô ("Caminho") que o homem perdeu.

29 de agosto de 2010

Videntes de Cronos (Sahajiya)

   
Para Despertar, você precisa saltar das percepções mortais para as imortais. E nenhum magus compreende tão bem as percepções e suas alterações como os Videntes de Cronos. Intitulados em homenagem ao titã do tempo, esses feiticeiros excêntricos não se preocupam com costumes e preconceitos. O medo é a primeira coisa que some com a chegada de um Sahajiya; outras coisas — inibições, roupas, sanidade — muita vezes vêm em seguida.
 
A Igreja e a sociedade repudiam o corpo; as paixões são o legado do homem para a Queda. Os Videntes — ou Sahajiya (basicamente, "Naturais"), como muitos se denominam — acreditam no oposto. Em sua lógica extravagante, mesmo as paixões mais sombrias são Divinas. Através delas uma pessoa pode observar a Criação como se fosse um deus. A partir dessa perspectiva exaltada, um magus pode ver um tecido infinito que liga todas as coisas. Para os Videntes, a Criação é algo vivo, que eles afirmam amar — muitas vezes da forma mais carnal possível! Para abrir essa Trilha para a divindade, os Videntes entregam-se a todos os vícios imagináveis — uma prática que os coloca apenas um degrau acima dos demônios na avaliação da maioria de seus companheiros (e um degrau abaixo dos anjos entre aqueles que desejam aproveitar tal licença).
 

28 de agosto de 2010

Perfil Verbena

   
Os Deuses Antigos não estão mortos, nem seus seguidores. Apesar da disseminação do cristianismo, as florestas e montanhas ainda abrigam os costumes pagãos. Mesmo a maioria dos cristãos sabe o bastante para respeitar os Deuses Antigos. Quem sabe quando eles — ou seus servos — podem estar observando?

Mas agora esses servos são cercados pelo exército de Deus. Outrora tolerados, os pagãos tornaram-se um símbolo de tudo que a Igreja proíbe. Enquanto caçadores de bruxas vasculham os campos, uma coalizão de pagãos — os Verbena — surge para enfrentar a ameaça. Com Artes sangrentas e costumes selvagens, esses filhos de Brigid, Odin, Freyja e o resto reúnem-se ao redor de fogueiras para invocar a noite que está por vir. Quando as trevas caem, eles ensinam suas crianças e destróem seus rivais com a paixão de seus antepassados guerreiros.
 

8 de março de 2010

Perfil Chakravanti (Eutanatoi)

    
Como todos sabem, uma encruzilhada é o caminho mais certo para o Mundo Inferior. Desse modo, é adequado que uma encruzilhada entre quatro culturas diferentes levasse à Tradição Tanatóica: os estranhos Chakravanti, ou Eutanatoi, que velam pela Arte da mortalidade.

Como folhas de uma árvore no outono, esses magi cuidam do momento entre a vida e a morte. Reencarnacionistas hereges, eles vêem a Criação como uma Roda da Morte e do Renascimento a girar continuamente. Quando algo — ou alguém — interfere no movimento da Roda, o obstáculo deve ser removido. O método de remoção pode ser tão simples quanto uma palavra gentil ou tão definitivo quanto um assassinato. Nenhuma outra Tradição inspira tanto medo quanto os Chakravanti. Mesmo os mais amáveis entre eles parecem demônios do Inferno aos olhos dos outros.

29 de setembro de 2009

Perfil Ordem de Hermes

     
O estrondo de um trovão anuncia a chegada do Magus Rex, o Alto Mágico que comanda as Artes mais brilhantes da feitiçaria. Por mais de 500 anos, a Casa de Hermes reinou como a ordem mágika suprema na Europa. Agora bárbaros batem nas portas das Capelas poderosas e os mais selvagens entre eles parecem ser os próprios aliados dos Herméticos. Como as coisas chegaram a esse ponto?

Diversas guildas Herméticas arrastaram-se das ruínas de Roma; elas lutaram até que dois visionários estabeleceram a Pax Hermética e criaram uma Ordem de 12 Collegia (Casas) distintas. Como o Conselho que ela prenunciou, essa Ordem determinou protocolos, terminologias, títulos e discursos sociais. Fortalecidas dessa forma, as Casas progrediram ao ponto de determinar o pensamento mágiko por toda a Europa.

Solificati

Uma pessoa Desperta usa uma coroa. Como a auréola de um santo, esse diadema brilhante demonstra a ajuda de Deus. Para conquistar essa coroa, um magus precisa olhar através das aparências falsas, dominar a Arte da Transformação e refinar-se do barro ao ouro.

A alquimia, a Arte da Transformação, lida com o apuramento de materiais básicos para um estado superior. Mortais "orgulhosos" tentam transformar chumbo em ouro, mas o alquimista verdadeiro quer transformar a si mesmo. Embora essa missão envolva disciplinas materiais, esses refinamentos são como os primeiros passos no Caminho Real. Os alquimistas Solificati têm seu nome em razão da coroa do domínio. Esses "Coroados" demonstram suas realizações com orgulho — com orgulho demais para algumas pessoas — mas eles têm esses direito. O caminho para suas fileiras é longo e tortuoso, cercado por dragões de cobiça, ignorância e instabilidade material, A chama do gênio pode tornar-se uma tocha (ou uma explosão) muito facilmente.

Perfil Choeur Céleste (Coro Celestial)

    
Nenhum som é mais transcendental que as vozes do homem e de Deus em harmonia. Transportado pela comunhão, um canto humano imperfeito eleva-se como o vento e torna-se um carrilhão na música das esferas. Por isso, como é terrível ouvir esse canto sendo sufocado pelo tilintar de moedas e o ruído de vestes. O canto é rompido como um ladrão no suplício da roda, e suas notas tornam- se amarguradas. Os verdadeiros Cantores do Senhor se aterrorizam com esse clamor e levam as luzes à escuridão, às vezes com velas, outras vezes com ferretes.

O Canto começa com a Criação. A medida que Deus Cantou as primeiras notas, a Terra, os céus, os anjos e todos os seres vivos juntaram-se a sua voz. O Canto Divino aumentou num crescendo, e em seguida tudo repousou. Mas Lúcifer trouxe dissonância, e sua voz envolveu-se ao redor da base da Criação. No Jardim, Adão e Eva reuniam-se ao Senhor todos os dias através de cantos. Na noite da Queda, eles deixaram de cantar, e o mundo tornou-se mais sombrio a partir de então. Deus ainda ama o mundo, mas a Criação não canta mais para ele.

Perfil Ahl-i-Batin (Batini)

O vento fala. Às vezes como o sussurro de um amante, outras como o grito de um sirocco. Como o vento, os Ahl-i-Batin parecem não ter forma, sendo invisíveis e elementais. Como o vento, eles falam através de muitas vozes.

Mestres da Conexão, esses místikos atravessam grandes distâncias com facilidade. Durante as Cruzadas, assassinos Batini derrubaram reis; agora seus diplomatas alisam as penas eriçadas enquanto seus guerreiros fazem tréguas mais duradouras. Quando surge a necessidade, esses magi aparecem, realizam seu dever e somem.

Os laços dos Batini com o Conselho são mais profundos: muito tempo atrás, convites misteriosos convocaram dezenas de magi. Na casa de um mercador árabe, os convidados estabeleceram os planos para a Teia da Fé. Eles acabaram por perceber que seu anfitrião era um feiticeiro inferior agindo em nome de uma sociedade maior: os Ocultos, cujo nome — Ahl-i-Batin — significa "sutil" e "interior".