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2 de dezembro de 2011

Cap. 33 – Estereotípos_outubro 1404

¥ Svetlana Olen ¥ 
   

Com a convivência no Cray Santa Croce e a minha nova cabala, fui observando cada personagem com muita calma. Várias análises de suas personalidades foram adentrando a minha cabeça e concebendo cada um de forma diferente.

Aurora: Uma pessoa na qual confio plenamente e na qual posso dizer que amo. Aparenta ser muito inteligente e conduz com sabedoria e coração suas decisões. Vem de família meio duvidosa, mas mesmo assim possui sangue real e nobre. Tem uma beleza interna grandiosa, mas ao mesmo tempo, por vezes sua personalidade fica meio abafada por seu esposo, que me deixa tonta de tanto o que fala. Por isso mesmo, a considero muito paciente e caridosa!

22 de março de 2011

Carta de Eleonora para João Batista e Aisha



[Texto referente à sessão de 04/12/2010]


Firenze, primeiro dia do mês de novembro do Ano de Nosso Senhor de 1404

25 de outubro de 2010

Sobre a Tellurian, a Trama e a Mágika

Olá, amigos,
Devido ao último castigo sofrido pelos nossos personagens, achei que valia a pena parafrasear um ensinamento muito valioso da segunda edição de Mago, sobre as formas de se fazer magia. A metáfora não é mais a da tigela de água, mas a idéia é a mesma. Como diz o mestre da Capela, no conto original:

"Analogias podem ser perigosas, porque o mundo é como um castelo de areia"

Eleonora narra um ensinamento de Ramadeli. Escrevi inspirada pelo artigo do Tim Ingold que estou traduzindo, "Up, Across and Along".

29 de agosto de 2010

Videntes de Cronos (Sahajiya)

   
Para Despertar, você precisa saltar das percepções mortais para as imortais. E nenhum magus compreende tão bem as percepções e suas alterações como os Videntes de Cronos. Intitulados em homenagem ao titã do tempo, esses feiticeiros excêntricos não se preocupam com costumes e preconceitos. O medo é a primeira coisa que some com a chegada de um Sahajiya; outras coisas — inibições, roupas, sanidade — muita vezes vêm em seguida.
 
A Igreja e a sociedade repudiam o corpo; as paixões são o legado do homem para a Queda. Os Videntes — ou Sahajiya (basicamente, "Naturais"), como muitos se denominam — acreditam no oposto. Em sua lógica extravagante, mesmo as paixões mais sombrias são Divinas. Através delas uma pessoa pode observar a Criação como se fosse um deus. A partir dessa perspectiva exaltada, um magus pode ver um tecido infinito que liga todas as coisas. Para os Videntes, a Criação é algo vivo, que eles afirmam amar — muitas vezes da forma mais carnal possível! Para abrir essa Trilha para a divindade, os Videntes entregam-se a todos os vícios imagináveis — uma prática que os coloca apenas um degrau acima dos demônios na avaliação da maioria de seus companheiros (e um degrau abaixo dos anjos entre aqueles que desejam aproveitar tal licença).
 

16 de maio de 2010

Prelúdio de Eleonora/Pietro


Nossa memória é apenas uma de muitas máscaras que usamos, costuma dizer meu pai, Paolo. Podemos costurar enfeites, abrir buracos, pendurar coisas e pintar cores, mas ainda assim permanece sempre algo de tragédia ou de comédia, que não podemos mudar. E é só em nosso próprio rosto que ela serve com perfeição.

Minha primeira máscara foi da fuligem do vilarejo em chamas, pelo qual eu caminhava junto com os ratos em fuga, pisando com eles nas brasas. Foi esse o rosto que Paolo viu, antes de ser meu pai. Ele me contou que antes das chamas a cidade já havia sido tragada pela peste, e que quis me levar de lá por pensar que sua mulher Bianca se alegraria com uma menina, já que perdera suas próprias filhas todas para a fome ou doença. Paolo me trouxe a benção de uma nova família, uma mãe e quatro irmãos. Por debaixo da máscara do corpo, castigada por muitos partos, via-se no fundo dos olhos negros de minha nova mãe sua juventude gasta. E esses olhos me fitaram com um misto de rancor e alívio ao adivinhar as verdadeiras intenções de meu novo pai Paolo, de deitar-se comigo todas as noites a partir de então. Eu nem contava sete primaveras quando comecei a aprender as dores e os prazeres do amor. Pela manhã eu ajudava minha mãe com as tarefas e me juntava aos exercícios de meu pai e irmãos. Para me proibir a eles, meu pai Paolo decidiu tratar-me como menino, e assim virei Pietro, membro da trupe da Meravigliosa Famiglia di Paolo.