18 de setembro de 2012

Svetlana Olen ¥ Cap. 53 – Uma Lágrima



Pouco depois de Vale completar teus 21 anos, tive que retornar a Florença. Meu pai ia e vinha e me trazia noticias de Heráclito, meu marido que me mandava uma carta dizendo o quanto sentia saudades insuportáveis de mim, que se mataria se não me visse logo depois destes longos anos separados. Sua letra era tão bonita quanto a sua cara sem dentes e cabelo.




Estas palavras era a chave para retornar a Itália. Não pelos sentimentos, mas foi desta forma que combinamos de que quando houvesse necessidade de voltar, que mandasse uma carta de amor. Mas é claro que ele exagerou! Amor é vida, e não morte... Se bem que se tratando dele, acredito que foi de coração (putrefato em suas mãos e escorrendo o sangue...).

Ao fazer minhas bagagens, Valentina estava ao meu lado calada. Não havia necessidade de que falasse mais nada. A compreendia, pois seus olhos estavam marejados. 



Meu pai depois de uma recente viagem de Florença decidiu ficar mais algum tempo em Kupala para que não sofresse tanto do vazio que a casa ficaria novamente somente com ela e os criados.

Meu coração estava amargurado, mas sabia que deveria seguir. Srª Ausra e Embry já haviam dito que não tardaria uma carta de Heráclito para mim e que deveria me preparar ainda mais com todas as forças que pudesse reunir, pois o tempo por lá estava se fechando.

Esses longos 6 anos longe de Florença me fizeram adquirir mais conhecimentos e aprimorar minhas magias, uma vez que me encontrava em Eska novamente junto com as minhas outras irmãs e agora, com uma filha.



Depois de preparar e encher a carruagem com meus pertences, Embry apareceu para informar-me que 2 Garous, assim como da primeira vez que fui a Florença, iriam me acompanhar o mais perto que pudessem e que Srª Ausra estaria me observando de Eska.

Ao me despedir de meu pai e de Valentina, subi na carruagem e segui caminho no meio da floresta. Dois minutos depois, pela primeira vez sem auxílio de minha mentora, Vale me disse que me amava e que sentiria muito a minha ausência.

Uma lágrima escorreu em meu rosto. Pela terceira vez na vida¹. Mas desta vez, de felicidade.

¹A primeira vez foi em seu nascimento. A segunda, com o encontro com Petronius.

2 comentários:

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Tão poucas lágrimas?

Hugo Marcelo

Camila Numa disse...

Pois é. Não se pode sair distribuindo lágrimas se para elas a vida é boa!
:)