18 de setembro de 2012

Svetlana Olen ¥ Cap. 52 – Um avô e sua neta.



Meu pai, Luigi Olen, agora com uma aparência na qual os anos já haviam corroídos, tinha dificuldade pra ter mais concentração nas suas leituras, mas possui agora um sorriso que nunca havia conhecido. Nem mesmo quando nasci.

Valentina para ele era a neta de sangue que nunca teve. Os dois se davam muito bem e percebia o quanto ela trazia alegria a ele. Eram cúmplices em Kupala. Até mesmo na pesca! 

É claro que percebia que por várias vezes, ela mesmo fazia com que os peixes, caíssem no anzol de meu pai.




“Viu só Vale? Você me traz sorte minha menina!”, gritava sorrindo!

Menina agora com 18 anos. Já tinham se passado 3 anos que fui a Kupala e ela sabia que mais cedo do que acreditava, eu estaria pegando a carruagem e voltando para Florença.

“Vovô, conte-me um pouco de Florença. A minha cidade natal!”. Ela agora dizia isto nosso dialeto de Kupala. Muito embora compreendesse e falasse o italiano, mas havia aprendido a se misturar com o nosso povoado.

Papai ficava horas contando da feira, da ponte Vecchia, das igrejas, cheiros e paladares que havia por lá. Não me dei conta o quanto tudo aquilo fazia com que crescesse uma fome dentro dela, de voltar mais depressa.

“Vale, Florença é uma cidade grande. Terás que tomar cuidado quando retornar. Não é seguro como aqui...” disse meu pai. Ele não compreendia que ao invés de fazê-la com que tivesse medo, estaria instigando a sua curiosidade.

Os dois passavam horas juntos conversando sobre coisas de não despertos. Para ela, fazia com que sentisse uma vida com menos responsabilidades e se sentisse mais normal. 

Em relação a namoro, diferente de mim, Valentina não foi pressionada por meu pai. Ao contrário, por ele, ela poderia ter uma vida religiosa que estaria satisfeito. Mas ela continuava a insistir em se casar e ter filhos, só para deixá-lo nervoso. Ela tinha uma sensação de prazer pelo fato de reconhecer o amor de seu pai, mas também de rebeldia, pois adorava o ver com as bochechas bem vermelhas!

Mas para acalmá-lo, dava-lhe um beijo melado em sua testa e pedia para posar para ela enquanto o desenha muito aborrecido com a idéia...

2 comentários:

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Muito bacana!
Então todos vcs retornaram à Lituânia?

Camila Numa disse...

Isso!
Na aventura que vocês jogaram sem o Heráclito e a Svetlana, o Mestre colocou que tinhamos ido cada ao seu Cray de origem. Daí só cruzei os dados!