18 de setembro de 2012

Svetlana Olen ¥ Cap. 50 – Novas primaveras e o florescer de uma Verbena



Graças a Srª. Ausra, era possível ouvir a voz de Vale se desenvolvendo, apesar de toda a distância que existia entre a gente.

Ela se desenvolvia mais rápido do que o comum, e era capaz de fazer muito mais coisas do que eu mesma fui na sua idade.

Toda lua cheia era motivo para me reportar a minha mentora e falar com aquela menina que tinha um sorriso doce e um olhar nebuloso, e que me esperava sentada em um banco perto da árvore que perdia suas folhas.




Conversávamos sobre suas descobertas, seus “amigos” espirituais, sua visão a outros lugares que iam se desenvolvendo com o passar do tempo.

A vida não estava fácil em Florença, tão pouco em Kupala Alka. Ainda havia a inquisição que atravessava nossos caminhos. Uma vez, Vale teve que ficar 12 dias em Eska devido a presença constante da inquisição que anotava tudo que era de anormal. E o que mais de anormal em uma italiana na Lituânia?

Para Valentina, não a fazia ter medo. Não era dotada de grande beleza, mas de uma personalidade muito grande que para alguns era um dom, para outros era um grande problema.

Sra.ª Ausra teve sempre que intervir, principalmente em rituais que os Garous apareciam.  Vale sempre desejava dar sua opinião no circulo dos anciãos. Ora, uma menina que agora tinha 12 anos, mas que já deveria saber respeitar os mais sábios.
Por ela, já teria voltado a muito anos antes, para onde ela dizia: minha mãe de alma. Era necessário que passasse várias horas com ela, afim de saciar a sua vontade de compreender o porquê dela ter sido “deixada” lá.

Quando completou 15 anos, foram os anos mais calmos em Florença. Pude revê-la e abraça-la novamente. Contudo percebia que algo havia aflorado nela: sua capacidade de falar da morte com mais facilidade do que todos nós. “Talvez tenha sido o contato que ela tenha tido de referência com Heráclito”, disse Embry rosnando.

“Ela agora deu para fazer florescer o campo e depois secá-lo, com uma tal velocidade e um grande prazer nisso”. Complementou Srª Ausra.

“Logo depois ela sorri e faz com que novas flores surjam novamente e preencham o chão que estava marrom. Você tem que tomar responsabilidade por o que é seu Svetlana! Sua menina está saindo do nosso controle!”, disse Embry com um tom meio misterioso.



Apesar de concordar em parte com eles, não conseguia ver nesta menina, a “maldade” que eles viam. Ela continuava a sorrir nas primaveras e a caminhar sobre as folhas do outono.



Sua idade agora representava em seu corpo, que havia crescido e aflorado na sua primeira noite de encontro com os do homens do Sol. No dia seguinte ela veio até a mim e disse que estava pronta para voltar.

2 comentários:

Hugo Marcelo Barbosa disse...

E Valentina virou mulher...

Hugo Marcelo

Camila Numa disse...

Cresceu a menina...
Já pensou se ela se casa com um das tuas cabalas?
hahahahaha