14 de fevereiro de 2011

Sessão de Jogo 12/02/11 (Novembro 1404)


              Diante do anjo, os magi debatem sobre o que devem fazer, ao passo que Abdul se prostra em adoração e entra em transe e começa a recitar os "99 nomes de Allah". Após Svetlana, Heráclito e Eleonora interagirem com o anjo, descobrem que é Miguel, aquele que expulsou Lúcifer do céu. De forma essencial, Miguel indaga sobre a presença dos magi no local. Após as explicações dos magi, entrega a eles uma jóia de seu bastão, com o qual expulsou os demônios, e os avisa que eles não pertencem ao inferno e que apesar de os magi serem aqueles homens que lembram do fruto do bem e do mal, não devem ser arbitrários, porque não provaram da árvore da vida.
            
             Após conseguirem a jóia, e já de posse de um pedaço do cabelo da medusa, os magi se preparam para abandonar a cidade de Dite, cheia de túmulos abertos e incendiados, ocupados por heréticos. Todavia, repentinamente surgem Ishmael e Gustav, abatidos e cansados, pedindo os dois itens que os magi coletaram. Avisam que a luta contra o espírito da incontinência, a onça, estava terrível, e que na verdade era  a onça que estava dominando o capadócio para usar seus poderes. Em aliança com os dedaleanos, os primeiros cavaleiros travam terrível combate com as forças infernais em Florença, que agora estão reforçadas pelas hostes do leão e da loba, enquanto os magi da Santa Croce estão no inferno.

        Além de tudo, avisam que madre Sílvia foi enviada para o oitavo círculo do inferno dantesco, aprisionada por um feitiço na quarta vala, a dos magos e adivinhos. Os magi de Santa Croce decidem ir atrás da corista, enquanto os primeiros cavaleiros retornam com os artefatos coletados para Florença. Antes porém, Ishmael e Gustav entregam um tesouro mágico, uma moldura sem tela, feita de madeira entalhada, com inscrições mágicas em suas quatro bases, que permitirá aos magi coletarem as culpas dos condenados. Essa culpa, uma vez formalizada, representada através de um reflexo espiritual numa imagem de ressonância, aparecerá na moldura, e exposta aos demônios, permitirá a passagem dos magi aos demais círculos do inferno.

        Assim que Gustav e Ishmael deixam a cidade de Dite, os magi tentam o ritual em um herege sacerdote. Lembram que a partir desse círculo, os condenados são culpados dolosamente, com intenção e consciência do pecado que fizeram. Fracassam e descobrem que apenas uma tentativa em cada alma poderá ser feita. Ao falharem, atraem a atenção da horda de demônios que fora expulsa por Miguel. Rapidamente conseguem retirar a culpa de um rico comerciante, que profanara os rituais religiosos para manter a mentalidade de uma religião fundada na superioridade de sangue em sua cidade. A imagem criada foi a pia batismal cheia de olhos.

        Apesar da horda se aproximar, os magi conseguem fugir. Ao saírem da cidade, encontram uma grande montanha que se estende por ambos os lados até tomar totalmente o campo de visão. No centro há um pórtico que leva para o interior da montanha. Dentro da montanha encontram uma escadaria estrada em espiral que desce indefinidamente entre campos em andares. Em frente à espiral está o minotauro de Creta, que os impede de entrar. Após mostarem a culpa do herético, o minotauro avisa que somente os demônios podem possuir tais imagens e os deixa passar, convocando os centauros.

          Ao iniciarem sua descida, os magi encontram Quíron, o líder dos centauros, que os coloca sobre os cuidados de Nesso, um centauro mais novo, que os leva durante algumas horas pelo primeiro giro do sétimo círculo, e explica que aos centauros cabe o trabalho de levar os condenados aos seus respectivos tormentos. Por fim, chegam ao rio Flegetonte, de sangue fervente, onde os tiranos são mergulhados até os olhos, os assassinos até a garganta e os assaltantes até o peito.

          Os magi decidem retirar a culpa de um assassino, um homem que por amor a uma mulher teve que se exilar de sua vila, e recomeçou a vida como assassino. Sua culpa se fundava na morte de um jovem que decidira lutar pelo amor da amada, e cujo pai contratara esse assassino para matar o jovem. Vendo-se nesse jovem, o assassino reconheceu o valor de lutar pelo amor, e arrependeu-se de não ter feito o mesmo no passado, e ao matar o jovem reconheceu sua culpa como se matasse a si mesmo, condenando sua alma. A imagem foi a de um punhal com um jovem apaixonado no cabo.

       Exaustos, os magi ainda resistem à loucura diante dos tormentos infernais. Ao passarem do rio Flegetonte, vislumbram o segundo giro do sétimo círculo, e se perguntam o que ainda os esperam para realizarem sua missão e saírem finalmente do "Inferno de Dante".        
  

5 comentários:

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Grande Diego,

Bela descrição da sessão de jogo...

Obrigado pelo tempo gasto na preparação da aventura.

Hugo Marcelo

Fabi Dias disse...

Estamos numa fase do jogo que me remete às expedições espeleológicas que eu fazia com o GPME. A gente entrava numa caverna para topografar e ia andando, subindo, descendo, rapelando... muita adranalina, exaustão física e psicológica (e sem deixar pão para os pombos...). Depois de umas 08 horas de "ataque", com o corpo todo esfolado, eu pensanva nos obstáculos que tive que superar para chegar até ali: quebra corpo (que o corpo quase não passa), abismos, cordas, bundadas no chão..e me perguntava: como é que eu vou fazer o caminho de volta?

Saudades do cray!!!!

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Nada como uma "voltinha" pelo inferno para se chegar a mesma conclusão de Dorothy:

"Não há lugar como o nosso Lar".

Ou como disse o coronel no filme do Rambo:

"O que você chama de inferno, ele chama de Lar."

Hehehehe

Hugo Marcelo

dklautau disse...

De fato, as cavernas sempre foram símbolos importantes como espaços de autoconhecimento.

O inferno de Dante é uma exarcebação genial desse símbolo.

Fabi, fico feliz de ter lembrado você de um momento tão bom, que eu sei, que você viveu. Me agrada ter te feito lembranças tão boas.

Hugo, que o coronel Trumann morra de medo diante dos magi da Santa Croce!!!

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Oi Diego,

Tinha me esquecido o nome do coronel... Hehehehe

Hugo Marcelo