15 de setembro de 2010

SER VERBENA...

TEXTO ENCONTRADO NAS PAREDES DA CAPELA SUBMARINA DE ESKA


ENTRADA DA CAPELA SUBMERSA DE ESKA 


"As pessoas nascem crescem e morrem. Cada ser segue o mesmo ciclo saindo do pó e se erguendo num arco até retornar as suas raízes. O homem, por mais que evolua e troque de cultura, por mais iluminado ou cheio de conhecimento que seja, sempre será apenas um homem. Um ser com instintos, sentimentos e ligado ao universo à volta por um elo que o persegue desde o início de toda criação.

As pessoas podem procurar felicidade no que possuem, podem procurar objetivos no abstrato, mas mesmo assim as suas existências serão sempre atadas pela carne. O primeiro beijo, o vento batendo no rosto, a excitação de um novo amor e a dor ou o ódio, são as coisas que nos definem. O corpo é o templo de todas as experiências e por bem ou por mal ele é um elemento indivisível do nosso ser. Mesmo que tentemos traçar uma linha entre o físico e o racional ainda sentiremos um se misturando ao outro conforme surgem as emoções e os instintos.

Ser um verbena é enxergar além da armadilha que é a divisão entre corpo e alma. Tudo é corpo e o mundo não é um relógio, mas um organismo onde cada ser é uma parte indivisível do todo. A natureza é a nossa mãe e a nossa origem. Todos seguimos a mesma trilha, Nascemos, crescemos, procriamos e morremos. Todos nos seguramos na grande semente da espécie e tornamos forte a árvore da vida.

As estações e os sentimentos têm poder, a natureza possui o seu caminho e conhecer esse caminho, se harmonizar com essa essência fervilhante, é viver na harmonia e equilíbrio para o qual todos nascemos. Saber viver, e entender essa vida é a arte do Verbena, entender o que somos e por que assim somos é a arte que coloca a tradição como primordial.

Um verbena, acima de tudo, conhece a si mesmo. Se livrando da máscara de dualidade e prepotência imposta pela sociedade o magus entende que a vida deve ser vivida. O mundo caminha em direção ao mais fácil, mais rápido e, sem perceber, parece procurar libertar o homem de sua própria natureza. Quando desperta, um membro da tradição logo se confronta com a ligação íntima que todos têm com os ciclos da natureza. Os instintos se revelam e o equilíbrio é uma das coisas a serem contempladas. Dor, alegria, vida, morte a natureza distribui sem medo quantias iguais de todos. Nenhum é intrinsecamente ruim ou bom, e conforme começa a entender os caminhos da natureza o verbena deve seguir seu exemplo não tendo medo de experimentar nenhum desses estados. A sociedade refuta os valores antigos e sem saber refuta a cultura que, acima de qualquer coisa, é originada no homem e numa época em que a harmonia com o mundo era tão importante para a sobrevivência quanto a harmonia com o eu.

Verbenas e Cultistas, assim como oradores, têm uma longa história comum. A mágika desses grupos é primal e ligada diretamente a o que significa ser humano. Para entender o mundo essas tradições confiam mais no instinto do que em teorias metafísicas complexas. Cada qual procura respostas em elementos comuns a vida de todos nós. Enquanto os verbenas sequem o exemplo da Natureza, ou da deusa como eles a chamam, Cultistas buscam a verdade na indecifrável busca pelo próximo limite. O verbena olha o mundo, observa lentamente o seu ciclo e coloca-o em ação. A dança, a sensualidade, a luta pela sobrevivência, a dor, o prazer e o ciclo da vida compõe alguns dos pilares da tradição. Muito dos conhecimentos nesses pilares podem ser atribuídos a contatos com as culturas irmãs. É comum ao verbena se unir a um cultista ou orador em seu trabalho, o passado comum ajuda no entendimento de tais grupos e também forma uma ponte para amizades duradouras.

Uma das lições mais importantes da tradição está no instinto. Os verbenas são naturalmente instintivos e agem e controlam as forças a sua volta com uma sensibilidade que não fazem questão de transcrever para palavras. O corpo e alma são um só e assim também é a ação de um mago da tradição. Daí surge muito da fama que eles adquiriram por seu ímpeto e paixão em quase tudo que se dedicam. Podem acusar um verbena de ser precipitado ou descuidado, mas nunca de não ter vivido plenamente.

Toda tradição recebeu o título de uma esfera devido as suas afinidades gerais com ela. Isso não deixa de ser verdade também com os verbena, mais que os outros talvez, eles são extremamente ligados a seu entendimento íntimo sobre a vida. Muitos verbenas confiam em seu talento a tal ponto que ele se torna mais ou menos instintivo. Dependendo da ocasião os sentidos do mago podem ser afetados por mera ação da conexão que ele têm com o mundo. Esse sentido extra não está sempre presente mas revela muitas vezes pontos de vista ou sensações que de outra forma passariam desapercebidas. O cheiro de um hormônio forte, batimentos cardíacos numa sala silenciosa ou ligeiras intensificações em qualquer dos sentidos comuns são mais do que freqüentes. Porém a afinidade com o fluxo da vida também cria no mago um excesso de força que o leva muitas vezes a extremos. Acessos de raiva, amor ou emoções similarmente intensas tomam um novo patamar no coração do verbena. Os sentimentos de uma bruxa são como o tempo, se torna uma tempestade com a chegada de até algumas poucas nuvens. Verbenas muitas vezes têm que aprender a se controlar para poderem viver tranqüilamente, e lutas internas são freqüentes. Muito da mágika do verbena se revela nas percepções que ele adquire instintivamente
". 

 


VITALIJA


4 comentários:

Camila Thiemy Dias Numazawa disse...

Então Diego, esse texto infelizmente não é meu.
Peguei de um site sem fonte também. O rapaz copiou e colocou esse texto, mas não sitou se foi de livro ou de alguém que escreveu.
Pra não ser um "plágio", acabei colocando como uma história que foi escrita por alguém (e foi) sem autor. Assim todos podem captar melhor a idéia de ser Verbena.

Eu sei, isso não conta como bolsa prelúdio, mas queria postar algo ligado com a tradição da Svetlana, principalemente agora que aprendi a postar e a escrever comentários! hehehehe

Da pra ter uma idéia geral dos verbenas e como são doutrinados.

A versão da Svetlana vem só depois.
É isso!
Bjs

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Oi Camila,

Gostei do texto, muito interessante...

Por curiosidade, quem é Vitalija?

Abs,

Hugo Marcelo

Camila Thiemy Dias Numazawa disse...

Fala Hugo!
Ah-rá...cenas dos próximos capítulos da Svetlana!
Teu Abdul já quer crescer a família, né???
hehehehehe
Brincadeirinha!
bjs

Fabi Dias disse...

Adorei a otexto, e principalmene a foto da caverna!!!
Bjs