5 de maio de 2010

Sessão de jogo dia 24/04/10 (julho de 1404)


Seguindo com os feéricos, os magi Heráclito, Pietro, Aurora e Abdul se encaminham para a região Sul da cidade. Ao perceberem que a carroça em que encontravam na verdade transparecia em efeito quimérico num barco voador e que os cavalos na verdade se tornavam um pégaso, um unicórnio e um meara, cada vez mais se assombram com a condição dos changelings seus aliados.

Ao chegarem na região sul, ultrapassando os portões, após novos esclarecimentos dos motivos de sua jornada, os changelings dialogam com os magi, falando do grande despedaçar e das formas como a Ordem da Razão usou a peste e a inquisição para fechar os portões de Arcádia. A princesa Ar-Lohan é a única esperança de ainda existir um forte feérico em Florença.

Ao saírem da cidade, os magi percebem que estão sendo vigiados ao cair da noite na floresta. Ao usarem magia, descobrem que são os lycans que estão à espreita da caravana. Finalmente, a carroça para e os lycans se revelam. Inicialmente dialogam com o troll Klatus, que se parece ter um acordo com eles. Os lycans por fim exigem a presença dos magi, Aurora e Abdul saem da carroça, e a tensão se acende, lembrando da morte de Raimondo e da invasão no território dos lobisomens.

Um acordo é proposto, onde tanto Abdul quanto Aurora são marcados na mão com uma mordida de um lycan ancião. Através de magia, percebem que foi colocado um espírito vigia em cada marca. Não se sabe exatamente o que ele poderá fazer. Apenas foi a dito a eles que os lycans cobrarão um favor quando chegar a hora.

Depois, os changelings se encaminham para dentro do bosque, e assumem sua forma plena de faer mien, a forma feérica. Chegam a uma colina, no interior do bosque, e ficam diante de uma gruta. Porém, na frente da gruta está um cavaleiro feérico, em armadura negra. Os changelings explicam que é um príncipe da corte unseliee, um aspecto sombrio dos changelings. Não é necessariamente mal, mas representa a dimensão nefasta e sinistra dos sonhos.

O cavaleiro reivindica o feudo, em tom medieval. A gruta e a colina são na verdade um portal entre o mundo espiritual e o mundo material, e é função do cavaleiro proteger esse portal e não deixar passar invasores de qualquer tipo. Klatus e Sam, o boogan, tentam explicar as razões, a luta contra a Ordem da Razão e a necessidade da recuperação do óleo dos Thuata de Danaan. O cavaleiro despreza o esforço da corte seliee, da princesa Ar-Lohan, e o combate se inicia. Imediatamente, o cavaleiro lança um poder contra Heráclito, que desaparece sem reação, sendo perdido no plano espiritual.

Os changelings aliados Klatus, Neki, o redcap e Sam tentam lutar, enquanto vem em auxílio do cavaleiro negro um sátiro e um espírito em névoa. A luta se intensifica enquanto Aurora e Pietro conseguem ultrapassar a barreira dos adversários e entrar na colina. Abdul fica presa nas artes dos changelings unseliee e não consegue entrar.

Uma vez lá dentro, os magi seguem o caminho único. Percebem pinturas rupestres nas paredes da caverna que lentamente vão se transformando em hieróglifos e desenhos. Chegam a um grande salão com uma fauna bizarra, com aranhas, escorpiões, lagartos, morcegos e peixes albinos brilhando em lagos coloridos. Enxergam uma porta após esse salão.

Ao entrarem na porta, vêem, uma câmara larga e alta, feita de pedra firma. Em sua frente, o jarro com o óleo dos Thuata de Danaan na frente de uma grande bola de pedra maior que eles. Ao pegarem o jarro, percebem que lentamente a bola de pedra vai se desenrolando num grande dragão negro.

Fugindo imediatamente, os magi saem da câmara de pedra e chegam novamente ao grande salão. Lá são impedidos por uma dragonete e uma salamandra gigante. Ao mesmo tempo, Abdul consegue se desvincular da corte unseliee e parte para ajudar Aurora e Pietro. Os três magi conseguem escapar dos espíritos protetores.

Novamente fora da gruta, os magi percebem o dragão explodindo a colina e saindo para o combate, enquanto finalmente os changelings de ambas as cortes, seliee e unseliee, se unem e partem epicamente para o combate contra o dragão. Klatus dá as últimas palavras de honra em sua missão, lembrando Eleonora da promessa em cuidar de sua filha Aisha.

Numa tentativa de levar todos para o cray, Abdul desperta o castigo de Deus, explodindo a colina e a todos, fechando para sempre esse portal entre o mundo espiritual e material, numa terrível agressão e ofensa a todo ser espiritual, inclusive e especialmente os lycans. Todos perdem a consciência e os sentidos.


Durante a inconsciência, os magi vislumbram o inferno. Entre as chamas da perdição eterna e o sofrimento das almas que se afastaram de Deus, os magi percebem o limbo, a parte do inferno em que estão os sábios que buscaram a virtude mas não encontraram Deus, em seu palácio inerte. Enxergam, na angústia e desespero, a porta do inferno, onde se lia

"Por mim se vai das dores à morada,
Por mim se vai ao padecer eterno,
Por mim se vai à gente condenada.
Moveu Justiça o Autor meu sempiterno,
Formado fui por divinal possança,
Sabedoria suma e amor supremo.
No existir, ser nenhum a mim se avança,
Não sendo eterno, e eu eternal perduro:
Deixai, ó vós que entrais, toda a esperança!”


Acordam olhando as estrelas numa noite agradável. E percebem que estão no barco voador sendo conduzidos por Sam, o boogan, que explica que após a destruição, conseguiu trazer os magi para o barco e mostra a eles o óleo dos Thuata de Danaan, embora tenha perdido os demais changelings.

Finalmente chegam voando em cima do forte feérica na igreja da Santíssima Annunziatta. São transportados para dentro, onde encontram por volta de 20 changelings, entre trolls, boogans, rednecks, noockers, sluaghs e sátiros. A princesa Ar-lohan os saúda e promete aliança eterna contra a ordem da razão. O óleo dos Thuata de Danaan é derramado sobre o balefire e uma onda de glamour arrebata a todos.

Após uma grande festa, os magi retornam ao cray, onde são recebidos por Ariel, que os reconforta com as mordomias do cray. Imediatamente os magi começam a reorganizar suas posições diante das novas ameaças e desafios que virão.

3 comentários:

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Grande Diego,

Excelente texto... Parece realmente que eu estou dentro de uma "fábula de verdade..."

Vc captou a essência da nossa aventura de forma bela, poética e empolgante...

O tipo de história que um dia eu contarei para os meus filhos e netos...

Parabéns!!!

Hugo Marcelo

Diego Genu Klautau disse...

Grande Hugo. Deveríamos fazer um livro desse jogo.

Hugo Marcelo Barbosa disse...

Seria muito legal...

Heheheheeheh

Hugo Marcelo